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Novo guia contra bets: 7 passos para abandonar o vício em apostas

Quem nunca foi impactado por propaganda de jogos de aposta, que atire a primeira pedra. Publicidades com famosos, animações e promessas de enriquecimento tomaram as redes sociais e os campeonatos de futebol, além do bolso e a paz de milhões de brasileiros.

De acordo com a última edição do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), 11 milhões de pessoas a partir dos 14 anos já apostaram e têm o risco de desenvolver uma relação patológica com os jogos de azar. Além disso, 1,4 milhão já poderiam receber o diagnóstico de transtorno do jogo.

Nesse caso, o indivíduo tem agitação ou irritação ao tentar parar de jogar, sente-se angustiado nas plataformas, se esforça sem sucesso para cessar as apostas, mente para familiares e amigos sobre a real situação financeira, entre outros comportamentos.

“De acordo com dados do Ministério da Saúde, três a cada quatro pacientes apresentam também outros transtornos, como depressão, ansiedade, abuso de álcool e outras substâncias”, lista da psicóloga Karen Scavacini, fundadora do Instituto Vita Alere, especializado na prevenção do suicídio. “São pessoas já vulneráveis que caem no marketing e na experiência dessas plataformas.”

Para ajudar quem precisa recuperar a autonomia financeira e a saúde mental, o instituto organizou uma cartilha sobre o impacto da apostas no nosso bem-estar e orientando como pessoas atingidas pelas plataformas deve agir para se reerguer. O material pode ser lido e baixado no site da organização.

Abaixo, confira sete passos para superar o transtorno e as dívidas.

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1. Faça a autoexclusão

O governo federal desenvolveu uma plataforma na qual você pode pode bloquear seu próprio acesso às plataformas autorizadas de bets. Basta informar o CPF e escolher por quanto tempo deseja passar longe das apostas.

2. Afaste-se dos gatilhos

Desinstale aplicativos de apostas, deixe de seguir influenciadores que divulgam bets e bloqueie o conteúdo deles. Outra orientação é pedir para que alguém de confiança mude senhas de saque em bancos. Retire seus cartões de créditos de sites também.

3. Conte para alguém

Muitas pessoas escondem como estão se sentindo e o que está acontecendo nas telas dos seus celulares e nos extratos bancário, mas é preciso encontrar alguém para desabafar. O documento sugere: “escolha uma pessoa de confiança: não precisa ser a mais próxima, precisa ser a mais segura”.

Se você não consegue pensar em ninguém, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV). O atendimento é feito 24 horas por dia pelo número 188 e pelo chat do site cvv.org.br.

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4. Busque atendimento no SUS

Você pode ser encaminhado para atendimento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou recorrer ao serviço de teleatendimento do Meus SUS Digital, aplicativo do governo federal que permite que o paciente realize até 13 consultas em videochamada com equipe multiprofissional.

5. Resolva a parte financeira

Evite recorrer a empréstimos para a pagar as dívidas por jogo. Isso só acabada alimentando o problema.

“Procure o Procon do seu município para orientação sobre renegociação e superendividamento. Há também os Núcleos de Atendimento ao Consumidor em Defensorias Públicas”, orienta o documento.

6. Considere um grupo de apoio

Você não é o único a estar vivendo esse sufoco — e não precisa atravessar essa fase sozinho. Há grupos de apoio gratuitos em todas as regiões do Brasil, como os Jogadores Anônimos (JA).

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7 . Cuide do básico

Mantenha uma rotina regular de sono, alimentação e atividade física. Evite álcool e outras drogas nesse período.

“Pode parecer trivial, mas corpo e mente se sustentam um no outro, e a ansiedade da abstinência do jogo costuma diminuir mais rápido quando o resto está minimamente em ordem”, indica o documento.

Leia o material completo neste link.

Entrevista: “O mundo fitness produz depressivos e fracassados”

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Fonte: saude.abril.com.br

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