{"id":1051,"date":"2026-08-26T17:24:42","date_gmt":"2026-08-26T20:24:42","guid":{"rendered":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/imunoterapia-conheca-tipos-indicacoes-e-limitacoes\/"},"modified":"2026-08-27T00:57:39","modified_gmt":"2026-08-27T03:57:39","slug":"imunoterapia-conheca-tipos-indicacoes-e-limitacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/imunoterapia-conheca-tipos-indicacoes-e-limitacoes\/","title":{"rendered":"Imunoterapia: conhe\u00e7a tipos, indica\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Quando uma cirurgia n\u00e3o \u00e9 suficiente para eliminar um c\u00e2ncer, por muito tempo, os tratamentos para enfrentar a doen\u00e7a focaram em atacar diretamente as c\u00e9lulas tumorais com uma interven\u00e7\u00e3o externa &#8211; estrat\u00e9gia da<strong> quimioterapia<\/strong> e da <strong>radioterapia.<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, uma abordagem distinta come\u00e7ou a ganhar espa\u00e7o: \u00e9 a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/com-as-garras-no-cancer-os-avancos-da-imunoterapia-contra-tumores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>imunoterapia<\/strong><\/a>, em que o foco \u00e9 refor\u00e7ar as pr\u00f3prias defesas naturais do organismo para atacar o c\u00e2ncer.<\/p>\n<div class=\"noreadme-audima ads video-ads\">\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext_video\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Conhe\u00e7a mais sobre essa forma de tratamento, seu potencial para ajudar a enfrentar a doen\u00e7a e os atuais limites dessa abordagem.<\/p>\n<h2>Como funciona a imunoterapia<\/h2>\n<p>Em um cen\u00e1rio ideal, nosso sistema imune \u00e9 capaz de <strong>reconhecer e destruir c\u00e9lulas defeituosas capazes de gerar um c\u00e2ncer.<\/strong> Infelizmente, esse processo n\u00e3o funciona sempre: certos tipos de c\u00e9lulas tumorais s\u00e3o capazes de driblar essa defesa natural, impedindo que o corpo combata o c\u00e2ncer ainda nos est\u00e1gios iniciais. \u00c9 quando a doen\u00e7a se instala &#8220;de verdade&#8221; e exige tratamentos para ser enfrentada.<\/p>\n<p>A ideia da imunoterapia \u00e9<strong> refor\u00e7ar o sistema imunol\u00f3gico<\/strong> e aumentar sua capacidade de identificar e destruir as c\u00e9lulas potencialmente cancer\u00edgenas. Isso pode acontecer de diferentes formas, a depender da t\u00e9cnica e do c\u00e2ncer: algumas abordagens impedem <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/metastase-o-que-e-e-como-ocorre-a-disseminacao-do-cancer-pelo-corpo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">met\u00e1stases<\/a> e outras interrompem ou atrasam o crescimento das c\u00e9lulas defeituosas.<\/p>\n<p>Em linhas gerais, a grande diferen\u00e7a para a qu\u00edmio e a radioterapia \u00e9 qual lado do problema o tratamento escolhe priorizar: enquanto os outras t\u00e9cnicas <strong>atacam diretamente as c\u00e9lulas respons\u00e1veis pelo c\u00e2ncer<\/strong> usando radia\u00e7\u00e3o ou drogas espec\u00edficas (nos dois casos, c\u00e9lulas saud\u00e1veis tamb\u00e9m podem morrer), a imunoterapia busca mobilizar as c\u00e9lulas de defesa do organismo para detectar e atacar exclusivamente as c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<h2>Tipos de imunoterapia<\/h2>\n<p>&#8220;Imunoterapia&#8221;, na verdade, \u00e9 um termo guarda-chuva que abarca diferentes t\u00e9cnicas focadas em refor\u00e7ar o sistema imunol\u00f3gico de maneiras diversas. Alguns dos tipos mais famosos de tratamento s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p><strong>Inibidores de checkpoint imunol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>Certos tipos de c\u00e2ncer contam com prote\u00ednas que &#8220;mascaram&#8221; o problema para o sistema imunol\u00f3gico. Elas enganam as <strong>c\u00e9lulas T<\/strong>, que defendem o corpo, indicando falsamente que n\u00e3o h\u00e1 problema a ser combatido, o que gera um cen\u00e1rio em que o tumor cresce de forma incontrol\u00e1vel.<\/p>\n<p>Medicamentos dessa classe buscam vencer a corrida para se ligar aos receptores das c\u00e9lulas de defesa do organismo, chegando l\u00e1 antes das prote\u00ednas do c\u00e2ncer. Ao fazer isso, elas impedem que o sinal falso chegue \u00e0s c\u00e9lulas T. Quando isso ocorre, elas podem continuar a combater o tumor.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Um dos medicamentos mais conhecidos com esse mecanismo \u00e9 o <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/pembrolizumabe-como-funciona-um-dos-medicamentos-mais-usados-contra-o-cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>pembrolizumabe<\/strong> (Keytruda)<\/a>, que tem dezenas de indica\u00e7\u00f5es a depender das caracter\u00edsticas do c\u00e2ncer, j\u00e1 sendo empregado ao redor do mundo para tumores no pulm\u00e3o, mama, bexiga, est\u00f4mago, pele e linfomas.<\/p>\n<p><strong>C\u00e9lulas CAR-T<\/strong><\/p>\n<p>Essa abordagem vem se mostrando mais efetiva <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/sam-neill-o-que-se-sabe-sobre-a-morte-do-ator-e-o-tratamento-que-barrou-o-seu-cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">contra c\u00e2nceres hematol\u00f3gicos<\/a>, que incluem <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/leucemia-o-que-e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leucemia<\/a> e linfoma. Extremamente personalizado, o tratamento envolve a coleta de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/o-que-sao-os-linfocitos-e-o-que-significa-se-estao-altos-ou-baixos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">linf\u00f3citos T<\/a> a partir do sangue do paciente, que depois s\u00e3o &#8220;reprogramados&#8221; com uma modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que os torna capazes de reconhecer as c\u00e9lulas tumorais para destru\u00ed-las.<\/p>\n<p><strong>Anticorpos monoclonais<\/strong><\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Criados em laborat\u00f3rio, esses anticorpos tamb\u00e9m ajudam o corpo na tarefa de combater o c\u00e2ncer, seja facilitando que as c\u00e9lulas tumorais sejam &#8220;encontradas&#8221; pelas defesas naturais do organismo ou agindo para bloquear o crescimento do problema.<\/p>\n<h2>Quais as indica\u00e7\u00f5es e limites atuais da imunoterapia<\/h2>\n<p>A imunoterapia \u00e9 uma estrat\u00e9gia promissora para lidar com c\u00e2nceres de dif\u00edcil tratamento, especialmente aqueles que j\u00e1 foram combatidos com t\u00e9cnicas de primeira linha e seguiram presentes ou retornaram. No entanto, <strong>ela n\u00e3o \u00e9 para todo mundo<\/strong>: o m\u00e9todo est\u00e1 longe de ser infal\u00edvel, e tudo depende do est\u00e1gio e tipo do c\u00e2ncer, bem como de respostas individuais ao tratamento.<\/p>\n<p>No caso das c\u00e9lulas CAR-T, por exemplo, elas s\u00f5 est\u00e3o liberadas para c\u00e2nceres hematol\u00f3gicos, enquanto avan\u00e7am em estudos contra tumores s\u00f3lidos. E a ci\u00eancia ainda tenta encontrar maneiras de evitar um problema bem documentado da abordagem, que envolve a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/nova-estrategia-combate-cansaco-das-celulas-car-t-e-reforca-o-ataque-ao-cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;exaust\u00e3o&#8221; dessas c\u00e9lulas<\/a> ap\u00f3s algum tempo, o que as torna inefetivas.<\/p>\n<p>Normalmente, a imunoterapia n\u00e3o \u00e9 a primeira op\u00e7\u00e3o de tratamento, sendo apresentada como <strong>alternativa em casos refrat\u00e1rios \u00e0s abordagens mais tradicionais.<\/strong><\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Esse \u00e9 um ajuste de expectativas importante que deve ser discutido entre pacientes e oncologistas, j\u00e1 que muitas pessoas com c\u00e2ncer acabam ouvindo sobre os potenciais de imunoterapia (e efeitos colaterais bem mais amenos do que aqueles associados \u00e0 quimioterapia, por exemplo) e acreditam estar diante de uma &#8220;solu\u00e7\u00e3o&#8221; mais f\u00e1cil ou efetiva para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 tratamentos de imunoterapia voltados a c\u00e2nceres de pele como o <strong><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/melanoma-conheca-o-tipo-mais-agressivo-de-cancer-de-pele\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">melanoma<\/a><\/strong>, tumores na mama, na bexiga, na cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, e no est\u00f4mago, bem como c\u00e2nceres de sangue, entre outros.<\/p>\n<p>A disponibilidade de op\u00e7\u00f5es varia conforme o tipo de tumor, sua localiza\u00e7\u00e3o, est\u00e1gio, aspectos individuais de sa\u00fade e o hist\u00f3rico de tratamentos pr\u00e9vios para aquele problema de sa\u00fade. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo m\u00e9dico respons\u00e1vel.<\/p>\n<section class=\"noreadme-audima block newsletter  single-newsletter\">\n<div class=\"noreadme-audima title-newsletter\">Newsletter<\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"noreadme-audima col-s-12 col-l-12 newsletter-single-desc\">\n                            <span class=\"description\">Receba, toda semana, as reportagens de Veja Sa\u00fade que mais deram o que falar.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    <span class=\"noreadme-audima btn-newsletter-assine\">Inscreva-se aqui<\/span><br \/>\n                                <\/strong>para receber a nossa newsletter<br \/>\n                            <\/span>\n                        <\/div>\n<div class=\"noreadme-audima sib_embed_signup col-s-12 col-l-12 content-newsletter\" data-form=\"the_form_SAUDE503\">\n<fieldset>\n<div class=\"sib_loading_gif_area\">\n                                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ajax-loader-3.webp\" class=\"noreadme-audima widget-newsletter-loading-img\" alt=\"Carregando\">\n                                <\/div>\n<div class=\"noreadme-audima widget-newsletter-white-transparent\"><\/div>\n<p>                                <i class=\"icon exclamation-outline\"><\/i><\/p>\n<\/fieldset>\n<div class=\"abril-offers\">\n<p>                                    <label for=\"ABRIL_OFFERS_SAUDE503\">Aceito receber ofertas produtos e servi\u00e7os do Grupo Abril.<\/label>\n                                <\/div>\n<div class=\"sib-container\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"msg-return\">\n<h2>Cadastro efetuado com sucesso!<\/h2>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters em breve.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p><a class=\"whatsapp-news-single\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaAXUgQG3R3lgKOS5n45\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span>Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp<\/span><\/a><\/p>\n<div class=\"ads after-text noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"aftertext\" data-mapping=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"fonte-original\"><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/imunoterapia-conheca-tipos-indicacoes-e-limitacoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">saude.abril.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Op\u00e7\u00e3o promissora para c\u00e2nceres de dif\u00edcil tratamento, ela n\u00e3o \u00e9 infal\u00edvel e nem se aplica para todos os pacientes oncol\u00f3gicos<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":1052,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1051","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nutricao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1051"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1054,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051\/revisions\/1054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}