{"id":1015,"date":"2026-08-21T15:41:07","date_gmt":"2026-08-21T18:41:07","guid":{"rendered":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/a-nova-era-da-cirurgia-ginecologica-tratar-doencas-ja-nao-significa-retirar-o-utero\/"},"modified":"2026-08-22T00:13:13","modified_gmt":"2026-08-22T03:13:13","slug":"a-nova-era-da-cirurgia-ginecologica-tratar-doencas-ja-nao-significa-retirar-o-utero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/a-nova-era-da-cirurgia-ginecologica-tratar-doencas-ja-nao-significa-retirar-o-utero\/","title":{"rendered":"A nova era da cirurgia ginecol\u00f3gica: tratar doen\u00e7as j\u00e1 n\u00e3o significa retirar o \u00fatero"},"content":{"rendered":"<p><!-- SUGEST\u00d5ES DE T\u00cdTULO (com contagem de caracteres): Original (95 caracteres): A cirurgia ginecol\u00f3gica mudou: tratar a doen\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o significa necessariamente retirar o \u00fatero Op\u00e7\u00e3o 1 (69 caracteres): Retirar o \u00fatero n\u00e3o \u00e9 mais a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para miomas e endometriose Op\u00e7\u00e3o 2 (79 caracteres): Miomas e endometriose t\u00eam tratamento sem retirar o \u00fatero, explica ginecologista Op\u00e7\u00e3o 3 (81 caracteres): Quando preservar o \u00fatero \u00e9 poss\u00edvel \u2014 e quando a histerectomia ainda \u00e9 necess\u00e1ria SUGEST\u00d5ES DE LINHA FINA (com contagem de caracteres): Original (257 caracteres): Miomas, endometriose e at\u00e9 alguns casos de adenomiose podem ter tratamento sem retirada do \u00fatero; o ginecologista Dr. Marcos Vin\u00edcius Maia da Mata explica quando faz sentido preservar o \u00f3rg\u00e3o e como a escolha depende de sintomas, seguran\u00e7a e planos de vida. Op\u00e7\u00e3o 1 (155 caracteres): Ginecologista explica como miomas, endometriose e adenomiose podem ser tratados preservando o \u00fatero, e quando a histerectomia continua sendo a melhor op\u00e7\u00e3o Op\u00e7\u00e3o 2 (160 caracteres): Avan\u00e7os na cirurgia ginecol\u00f3gica permitem tratar doen\u00e7as benignas sem retirar o \u00fatero em muitos casos, mas a decis\u00e3o depende de sintomas, idade e planos de vida Op\u00e7\u00e3o 3 (136 caracteres): Dr. Marcos Vin\u00edcius Maia da Mata explica os crit\u00e9rios que definem quando preservar o \u00fatero \u00e9 seguro e quando a retirada ainda \u00e9 indicada --><\/p>\n<p>Durante muito tempo, algumas <strong>doen\u00e7as ginecol\u00f3gicas<\/strong> pareciam conduzir quase inevitavelmente a uma mesma solu\u00e7\u00e3o: <strong>retirar o \u00fatero<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"noreadme-audima ads video-ads\">\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext_video\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/histerectomia-o-que-e-a-cirurgia-de-remocao-do-utero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>histerectomia<\/strong><\/a> continua sendo uma cirurgia extremamente importante e, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 realmente o melhor tratamento. Mas a ginecologia cir\u00fargica mudou. Hoje, diante de muitas doen\u00e7as benignas, uma das primeiras perguntas que fazemos \u00e9: precisamos retirar esse \u00f3rg\u00e3o ou existe uma maneira segura de tratar a doen\u00e7a <strong>preservando-o<\/strong>?<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a n\u00e3o aconteceu apenas porque surgiram equipamentos mais modernos. Mudou tamb\u00e9m a maneira como enxergamos a paciente. Idade, intensidade dos sintomas, extens\u00e3o da doen\u00e7a, desejo de engravidar e projeto de vida passaram a fazer parte da decis\u00e3o cir\u00fargica.<\/p>\n<h2>Preservar quando \u00e9 poss\u00edvel<\/h2>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/mioma-o-que-e-como-tratar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>miomas<\/strong> <\/a>s\u00e3o um bom exemplo. S\u00e3o tumores benignos muito frequentes que podem provocar sangramento menstrual intenso, <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/anemia-o-que-e-como-combater\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">anemia<\/a>, dor e, dependendo da localiza\u00e7\u00e3o, interferir na <strong>fertilidade<\/strong>. Mas ter mioma n\u00e3o significa precisar retirar o \u00fatero.<\/p>\n<p>Quando existe indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica e desejamos preserv\u00e1-lo, podemos realizar a <strong>miomectomia<\/strong>, retirando apenas os miomas. Dependendo do tamanho e da localiza\u00e7\u00e3o, o procedimento pode ser feito por histeroscopia, laparosopia ou, em algumas situa\u00e7\u00f5es, cirurgia aberta.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/intimas\/endometriose-por-que-o-diagnostico-demora-tanto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>endometriose<\/strong><\/a>, o racioc\u00ednio tamb\u00e9m precisa ser individualizado. A doen\u00e7a pode comprometer ov\u00e1rios, intestino, bexiga e outras estruturas da pelve, e a cirurgia, quando indicada, procura remover as les\u00f5es preservando os \u00f3rg\u00e3os sempre que poss\u00edvel. A <strong>retirada do \u00fatero n\u00e3o \u00e9 tratamento obrigat\u00f3rio<\/strong> e nem sequer garante, isoladamente, o desaparecimento de todos os sintomas.<\/p>\n<p>A adenomiose apresenta outro desafio porque a doen\u00e7a est\u00e1 localizada na pr\u00f3pria musculatura uterina. Ainda assim, dependendo da extens\u00e3o, dos sintomas e do desejo reprodutivo, existem alternativas cl\u00ednicas e procedimentos conservadores que podem ser discutidos antes da histerectomia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, por\u00e9m, n\u00e3o criar uma falsa promessa: preservar o \u00fatero <strong>n\u00e3o significa automaticamente preservar a fertilidade<\/strong>. Cada doen\u00e7a e cada cirurgia podem interferir de maneira diferente na capacidade reprodutiva.<\/p>\n<p><strong>+Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/endometriose-novo-consenso-define-quando-tratar-com-remedio-e-quando-operar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Endometriose: novo consenso define quando tratar com rem\u00e9dio e quando operar<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<h2>Cirurgias menores por fora, sofisticadas por dentro<\/h2>\n<p>Outra grande transforma\u00e7\u00e3o ocorreu na forma de chegar aos \u00f3rg\u00e3os. Na <strong>histeroscopia<\/strong>, introduzimos uma pequena c\u00e2mera pelo colo do \u00fatero, sem necessidade de cortes no abd\u00f4men. \u00c9 uma via particularmente \u00fatil para tratar determinadas altera\u00e7\u00f5es localizadas dentro da cavidade uterina, como alguns tipos de miomas.<\/p>\n<p>Na <strong>laparoscopia<\/strong>, utilizamos pequenas incis\u00f5es no abd\u00f4men para introduzir uma c\u00e2mera e instrumentos cir\u00fargicos. Em compara\u00e7\u00e3o com a cirurgia abdominal aberta, <strong>procedimentos minimamente invasivos<\/strong> adequadamente indicados costumam proporcionar menor dor p\u00f3s-operat\u00f3ria, menor tempo de interna\u00e7\u00e3o e retorno mais r\u00e1pido \u00e0s atividades.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/planos-de-saude-serao-obrigados-a-cobrir-cirurgia-robotica-saiba-qual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>cirurgia rob\u00f3tica<\/strong><\/a> acrescentou outra possibilidade. O cirurgi\u00e3o controla os instrumentos a partir de um console e disp\u00f5e de vis\u00e3o ampliada e movimentos de grande precis\u00e3o, caracter\u00edsticas que podem ser \u00fateis especialmente em determinados procedimentos complexos.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 importante desfazer uma ideia comum: <strong>a cirurgia rob\u00f3tica n\u00e3o \u00e9 automaticamente melhor<\/strong> simplesmente porque utiliza um rob\u00f4. Para doen\u00e7as benignas, n\u00e3o h\u00e1 demonstra\u00e7\u00e3o de superioridade geral sobre a laparoscopia convencional. O benef\u00edcio depende do procedimento, da complexidade do caso e da experi\u00eancia da equipe.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<h2>A melhor cirurgia pode ser n\u00e3o operar<\/h2>\n<p>Talvez essa seja a principal evolu\u00e7\u00e3o da ginecologia cir\u00fargica. Ter tecnologia dispon\u00edvel n\u00e3o significa que precisamos utiliz\u00e1-la. Uma mulher com miomas pequenos e sem sintomas pode n\u00e3o precisar de cirurgia.<\/p>\n<p>Outra com endometriose pode controlar a doen\u00e7a inicialmente com <strong>tratamento medicamentoso<\/strong>. Uma terceira, com sangramento intenso, anemia e grandes miomas, pode ter indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. At\u00e9 duas mulheres com a mesma doen\u00e7a podem receber tratamentos completamente diferentes.<\/p>\n<p>Quando uma paciente deseja engravidar, essa decis\u00e3o se torna ainda mais delicada. Precisamos considerar idade,<strong> reserva ovariana<\/strong>, localiza\u00e7\u00e3o das les\u00f5es, cirurgias anteriores e o poss\u00edvel impacto do pr\u00f3prio procedimento sobre a fertilidade.<\/p>\n<p>Por outro lado, <strong>preservar o \u00fatero a qualquer custo tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 boa medicina<\/strong>. Existem situa\u00e7\u00f5es em que a histerectomia continua sendo a op\u00e7\u00e3o mais segura, definitiva ou adequada, e ela n\u00e3o deve ser apresentada como fracasso do tratamento. A verdadeira evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em termos mais possibilidades.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A cirurgia ginecol\u00f3gica moderna deixou de perguntar apenas \u201ccomo podemos retirar esta doen\u00e7a?\u201d. Hoje acrescentamos outras quest\u00f5es: quanto conseguimos preservar? Qual ser\u00e1 o impacto desse tratamento na recupera\u00e7\u00e3o, na sexualidade, na fertilidade e na qualidade de vida dessa mulher?<\/p>\n<p>Tecnologia \u00e9 parte dessa transforma\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 a principal.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o mais importante talvez seja compreender que <strong>uma cirurgia bem-sucedida n\u00e3o \u00e9 necessariamente aquela que retira mais<\/strong>. \u00c9 aquela que trata o que precisa ser tratado, preservando o que pode ser preservado, com seguran\u00e7a e respeitando os planos de vida de cada mulher.<\/p>\n<p><em>*Marcos Vin\u00edcius Maia da Mata \u00e9 ginecologista e obstetra com especializa\u00e7\u00e3o em endometriose.<\/em><\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p><em>(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SA\u00daDE e <a href=\"https:\/\/www.brazilhealth.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Brazil Health<\/a>)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt=\"brazil-health\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1017\" src=\"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Logo-1.webp\" border=\"0\" title=\"brazil health\" width=\"900\" height=\"314\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Logo: Brazil Health\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" srcset=\"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Logo-1.webp 900w, https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Logo-1-300x105.webp 300w, https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Logo-1-768x268.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<div class=\"ads after-text noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"aftertext\" data-mapping=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"fonte-original\"><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/a-nova-era-da-cirurgia-ginecologica-tratar-doencas-ja-nao-significa-retirar-o-utero\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">saude.abril.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ginecologista explica como miomas, endometriose e at\u00e9 alguns casos de adenomiose podem ter tratamento sem retirada do \u00fatero<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":1016,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nutricao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1015"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1018,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1015\/revisions\/1018"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/thaisromano.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}